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21 de Agosto de 2016
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O novo pai

 

Durante a gestação é muito comum que todas as atenções se voltem para a mulher, futura mamãe. Após o nascimento, os holofotes se voltam para o novo bebê, novo membro da família.

Mas e o pai? Quando recebe atenção ou quando falamos sobre ele?
 

O pai muitas vezes acaba ficando sem vez e sem espaço em um momento que para ele também é bastante intenso.


Ao descobrir a gravidez da companheira, o homem se vê diante de uma mistura de sentimentos e emoções. Pode se sentir alegre, realizado, assustado, preocupado e empolgado, tudo ao mesmo tempo.

Planejada ou não, a chegada de um filho faz com que esse homem se depare com uma série de incertezas que o farão repensar seu papel de filho, marido e homem, na construção do novo papel que irá desempenhar, o papel de pai.

É certo que nos primeiros meses após o parto, enquanto mãe e bebê buscam se conhecer e se adaptar um ao outro, o pai pode se sentir um pouco afastado dessa relação. Durante essa fase, o trabalho do pai é indireto, mas de extrema importância para trazer segurança, conforto e acolhimento à mulher, a fim de que ela possa estar cada vez mais a vontade no papel materno.

Nesse período, alguns homens podem ter mais dificuldade para se conectar efetivamente com o bebê, mas é importante que, aos poucos, eles demonstrem interesse pelo filho e seus cuidados, e ganhem espaço para exercer a paternidade de maneira plena. Dar banho, trocar fraldas, alimentar o bebê, dar colo, carinho e conforto também são atividades do pai e podem ser muito bem executadas por eles, desde que se sintam seguros e empoderados para exerce-las.
 

O relacionamento entre o pai e o bebê vai sendo construído no dia a dia, e a qualidade desse vínculo dependerá bastante do quanto a mãe incentiva e estimula a relação.


Para a maioria das crianças a figura paterna representa segurança, responsabilidade, realidade, e a presença dessa figura é fundamental para o desenvolvimento emocional da criança.

Cada vez mais vemos a importância do pai não só como o provedor da casa (como acontecia antigamente), mas sim como elemento indispensável para o crescimento saudável dos filhos.

É importante lembrar que o homem não nasce pai, ele se torna pai. Esse é um processo de aprendizado, que acontece a cada dia desde a descoberta da gestação. Por isso, é importante dar a ele a chance de aprender e se redescobrir a cada dia, para que possa estabelecer com o filho um vínculo cheio de amor e aproveitar a paternidade da melhor maneira possível.

 

Dra. Flávia I. Carnielli
Mestre em Psicologia Clínica,
Especialista em Psicologia Hospitalar
e Psicologia Perinatal

CRP 06/95142
Tel.: (11) 5561-5222
flavia.carnielli@gmail.com